THE UP FOOD POWER BIOGRAPHY

VITOR HUGO, CHEF

A entrada de Vitor Hugo Alves na cozinha dá-se por um acaso (feliz!) da vida. Depois de ser despedido da Doca Pesca às 7h30 da manhã, encontrou um amigo no autocarro de regresso a casa que lhe falou de um trabalho no CCB. Em menos de uma hora tinha trabalho para o dia seguinte.

Apesar de em pequeno gostar de cozinhar com a sua avó, que trabalhava na Tasca do Coelho (e era florista aos fins de semana) e de aos 15 anos ter pegado fogo à cozinha da mãe a tentar fazer um bechamel, Vitor estava longe de imaginar que a sua vida o levasse para os tachos e panelas.
Começou como ajudante de cozinha no restaurante A Commenda, no CCB, numa altura em que os espaços de restauração do Centro Cultural de Belém eram conduzidos por Fausto Airoldi e Jean-Raymond Zaragoza. Tinha 20 anos na altura.

Seis meses volvidos e já como cozinheiro de 3ª segue para o Armazém F, de onde sairia mais tarde como chef de partida.
A sua carreira ao longo de mais de 20 anos passou por cozinhas tão diversas como as de Justa Nobre, Casa México, Kais, Adega do Kais, Faz Figura, Rio’s, Eleven, Bistro 100 Maneiras e 100 Maneiras, e, dentro do Grupo Champ foi Chef Executivo do Peixola, Ferroviário, Espumantaria do Mar, Espumantaria do Cais e Restaurante S. Jorge.
Não gosta de exposição em demasia, o que o fascina é mesmo cozinhar, trabalhar as matérias, considera o peixe mais interessante que a carne por ser mais delicado, mais elegante e mais versátil.

Já fez de tudo um pouco desde trabalhar em restaurantes em autênticos “vãos de escada”, até eventos para mais de 3000 pessoas, já preparou refeições para o Papa ou para 2 Secretários das Nações Unidas, mas não se deixa iludir pela importância relativa dessas conquistas.

É na cozinha que se sente feliz. É fascinado pelos clássicos, pelos mestres da escola francesa.
Gosta de imaginar como se constrói uma carta, dá-lhe um gozo particular criar os pratos na sua cabeça e vê-los materializados no prato. Nada lhe dá mais gozo que fechar o restaurante 2 dias para testar uma carta nova em equipa. É deste esforço e “sofrimento” conjunto que nasce o verdadeiro espírito de equipa, no seu entender.
Vitor Hugo também se tem destacado em trabalhos de consultoria, formação e acompanhamento.

A este homem de 44 anos, natural de Linda-a-Vellha com uma costela beirã (por parte da avó), bairrista até ao tutano, falta-lhe cumprir o sonho de ter um espaço em nome próprio.

Afirma que nunca come o que faz, nem nunca faz o que come, que em sua casa quem cozinha é a sua mulher. O típico caso de “em casa de ferreiro, espeto de pau”?

Talvez um dia se tenha agradecer ao autocarro 29 com destino a Algés por uma boleia que nos revelou um enorme talento…

 

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